Delegada de Polícia, Gineterapeuta, Moon Mother, Oraculista, Erveira, Benzedeira.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

DIA DO BEIJO


Há beijos para todos os gostos

Beijo na testa

Na boca

E na bochecha

Há quem ensaie o beijo

Pra que seja especial

Mesmo que seja roubado

O primeiro beijo há de ser sempre lembrado

Há até quem dê nome aos beijos

Beijos molhados 

Sincronizados

E milimetricamente encaixados

Há beijos para todos os gostos

O único que não pode ficar

É o gosto do beijo que não foi dado.



Texto: Ângela Santos, libriana, com lua em Gêmeos e Ascendente em Áries. Delegada de Polícia no Distrito Federal há 19 anos, Gineterapeuta, Moon Mother, Terapeuta em Barra de Access, Especialista em Bendizer, Erveira, Estudiosa do Baralho Cigano, Facilitadora de Círculo de Mulheres na empresa Clã Filhas do Vento, Mãe de três filhos.

Imgem:  (Google Imagens)



quinta-feira, 5 de abril de 2018

CHUVA NO TELHADO, BOLINHO DE CHUVA E CAFÉ COADO NA HORA





Barulho de chuva caindo no telhado da casa... 
Como será a onomatopeia para tal?
Não se sabe, nem se está interessado em saber, só se sabe que traz boas lembranças, que, de tão reais, vê-se o momento passado, como se tivesse sido fotografado, emoldurado e pendurado na parede da sala e se sente o pulsar do sangue na veia, bombeado pelo coração, com a mesma freqüência de outrora.
E a semana só estava na metade, folga inesperada, daquelas que a gente não sabe o que fazer com ela. Não para um casal que acaba de iniciar o namoro e uma simpática, sábia e sensível anfitriã, que se deita no sofá revestido com uma colcha confeccionada com retalhos, que se formam exclusivos mosaicos e, em cujas almofadas, com capas de crochês feitas com restos de linhas coloridas, recosta a cabeça.
A chuva insiste em cair...
O jovem casal se enrosca na cama de solteiro, que se integra à velha mobília do misterioso quarto e os dois nem imaginam que tesouros escondem o baú, a mala de couro e os guarda-roupas que lhes rodeiam. A moça e o moço não estão interessados em nada que não sejam o barulho da chuva caindo na telha da singela casa e a vontade de se aquecerem do friozinho, típico daqueles dias chuvosos. Mas logo, eles passam a escutar também a respiração e o coração um do outro em sincronia com os lentos pingos de chuva. 
A anfitriã dorme? Ou está a lembrar de momentos tão parecidos, vividos com o grande amor de sua vida que, há muito, partira desta vida? Talvez sejam essas lembranças que a deixam tão quieta, enquanto os jovens apaixonados adormecem no colo um do outro na estreita cama no quarto ao lado.
Mas a chuva não para!
Então a anfitriã levanta-se, prepara a massa do bolinho de chuva, coloca a gordura para se aquecer e joga, no líquido fervente, uma colherada da bendita massa, fazendo um barulho, que, por segundos, concorre com os pingos caídos lá fora. Enquanto o bolinho estoura na panela, um café caipira é coado, cujos grãos foram colhidos, torrados e moídos manualmente, exalando um aroma que invade a casa, fazendo com que os enamorados se despertem para, com um bom dedo de prosa, na companhia daquela boa quituteira, deliciar a merendinha regada a café quentinho e belas histórias vividas por ela, até que a chuva pare e tudo siga o seu curso.
Os namorados cumprirão, cada um, as suas responsabilidades diárias, e a doce anfitriã ficará sozinha, esperando, ansiosamente, que a chuva caia novamente e uma nova visita chegue para outras histórias, quem sabe!
O casal pode até se abraçar toda vez que a chuva cair, mas aquela casa simples não haverá mais, os móveis antigos que escondiam grandes tesouros serão espalhados para não se sabe onde, e a anfitriã... ah! Essa, que fazia toda a diferença, com seus causos e sua discrição, só existirá na memória de cada um daqueles dois sonhadores, que terão a certeza de que o barulho da chuva caindo no telhado, o café coado na hora com o bolinho de chuva quentinho nunca mais hão de ter a mesma delicadeza e o mesmo sabor.



Texto: Ângela Santos, libriana, com lua em Gêmeos e Ascendente em Áries. Delegada de Polícia no Distrito Federal há 19 anos, Gineterapeuta, Moon Mother, Terapeuta em Barra de Access, Especialista em Bendizer, Erveira, Estudiosa do Baralho Cigano, Facilitadora de Círculo de Mulheres na empresa Clã Filhas do Vento, Mãe de três filhos.
Imgem: Alexandra de Abreu (Google Imagens)

segunda-feira, 19 de março de 2018

TAL MÃE, TAL FILHA


Adoro pegar a estrada de carro sozinha. Sei lá, parece que entro num estado meditativo. Primeiramente, aquela sensação de que algo novo está à nossa espera logo ali na primeira curva ou no final de uma reta sem fim, depois, a sensação de alívio de que aquilo que ficou para trás era tudo que  não nos acrescentava mais e, por fim, a esperança de que o que passou não volta mais, mesmo quando eu estiver passando pelo mesmo lugar, pois aquela paisagem não mais será a mesma, terá outros pássaros, uma árvore caída, uma flor nascida.
Sempre nessas minhas andanças, conversando com o barulhento silêncio na minha mente, resolvo pendências, avalio situações, coloco-me no lugar do outro, desculpo-me, perdoo-me, choro, rio, faço planos. Tudo fica tão cartesiano que chego ver os gráficos coloridos à minha frente.
A criatividade aflora, grita, de tal forma que, às vezes, é necessário parar o carro para alguma anotação, como foi o caso dessa última viagem que fazia, voltando da casa dos meus pais.
Então, comecei a relembrar a minha trajetória com minha mãe. Somos tão diferentes uma da outra, que chegamos a ser parecidas. Quantas brigas, desentendimentos, vontade de estar longe, de ser diferente, de não me parecer com ela, de ter a minha vida, a minha forma de gerir a vida. E pensei nisso por que estava muito feliz com a presença dela no lançamento do livro que publiquei na companhia de mais onze colegas delegadas de polícia.  E, vendo a imagem capturada pelo fotógrafo do evento quando eu lhe dava um beijo no rosto, ela radiante, vi o quanto ela se orgulhava de mim, o quanto estava feliz com mais aquela conquista. E aquele beijo dado por mim era um sinal de gratidão, pedidos de desculpas, de perdão, de reverência por tudo que ela representa na minha vida.
Foi assim que comecei a pensar em mim mesma como mãe, nos meus filhos, nas relações entre pais e filhos. Fui lembrando de várias e conhecidas relações conflituosas que haviam se transformado em lindas e harmoniosas ligações. Logo veio à minha mente uma teoria despretensiosa, surgida naquele momento sem nenhuma comprovação cientifica, de que os filhos nos são dados para que consigam enxergar a melhor versão de nós mesmo, não obstante eles tenham inúmeras queixas a fazer de nós.
O que seria do mundo se não existissem os filhos, que mesmo revoltados com as nossas posturas ditatoriais em relação a suas vidas, acabam vendo o melhor de nós, aquilo de mais bonito que temos?
Talvez, sendo filhos, seja a maneira mais fácil de praticar o tão falado amor incondicional ou o amor crístico. Os filhos nos amam e conseguem ver a melhor versão de nós mesmos apesar de.  Acho o amor filial no campo da evolução humana, até mais poderoso do que o amor paterno e maternal, pois com relação a estes, os pais nos criaram desde crianças, viram-nos crescer, amadurecer e aprenderam a nos amar desde a concepção. Acredito que seja fácil amar a cópia ou a projeção de nós mesmos.  Já os filhos não, quando eles chegaram, nós já éramos os que púnhamos limites, dizíamos não, frustrávamos as suas expectativas, muitas vezes até os ferimos com as nossas infantilidades, ignorâncias. E mesmo assim, eles ainda conseguem superar a dor, crescerem com as nossas fraquezas e verem o que temos de mais bonito.
Então, fiquei pensando que todos deveríamos nos relacionar com as pessoas como os filhos se relacionam com os seus pais, sabendo que estes têm defeitos, mas que não são só defeitos e que, apesar dos pesares, todo ser humano carrega uma luz dentro de si, mesmo que a lâmpada esteja extremamente suja das vicissitudes terrenas.
Talvez eu tenha tido estes insigts por que eu precisasse arranjar uma forma bonita de dizer para a minha mãe que eu vejo a luz forte que brilha em seu ser, que a sua lâmpada está limpa, que eu vejo a melhor versão dela mesma e dizer mais, que apesar das minhas birras de criança ferida, eu só queria tê-la me prestigiando no dia mais importante da minha vida, pois eu estava realizando um sonho de criança. 



Fotografia: Tagore Editora. 
Texto: Ângela Santos, libriana, com lua em Gêmeos e Ascendente em Áries. Delegada de Polícia no Distrito Federal há 19 anos, Gineterapeuta, Moon Mother, Terapeuta em Barra de Access, Especialista em Bendizer, Erveira, Estudiosa do Baralho Cigano, Facilitadora de Círculo de Mulheres na empresa Clã Filhas do Vento, Mãe de três filhos.

domingo, 11 de março de 2018

A Lua Minguante e a Nossa Caverna Pessoal

Ontem a Lua entrou no Quarto Minguante em Sagitário. Essa fase da Lua nos convida à introspecção, fazermos contato com nossas sombras, medos, ansiedades. Momento de olharmos para nós, conversarmos com o barulhento silêncio que habita nosso ser e acalmá-lo. Essa fase Minguante da Lua é propícia para banimentos, limpezas, jogar fora aquilo que não nos serve mais, aquilo que está atrapalhando o fluxo de energia. Como a Lua está minguando em Sagitário, é um ótimo momento para nos desfazermos das crenças limitantes, das ideias prefixadas e arraigadas, verdades absolutas. É chegada a hora de nos permitirmos, de darmos colo a nós mesmas, caminhando devagar rumo à caverna da Lua Negra que se aproxima, período de total escuridão no céu, quando acessamos o nosso lado mais sombrio, quando encaramos face à face as mentiras que contamos para nós mesmas. É chegado o momento de conversarmos com o nosso útero, escutarmos o que ele tem para nos dizer e seguir as instruções deixadas por ele. Mas podemos e devemos tirar proveito desse momento. Que tal preparar uma xícara de chá com nossas ervas favoritas, quem sabe até colhidas no nosso jardim, no nosso  quintal, tomarmos um banho quente, fazermos um escalada pés, colocarmos aquele filme que há tempos está na nossa lista de sugestões e nunca temos tempo na agitada rotina do dia a dia, envolvermos-nos num confortável edredom, afagarmo-nos em nossos próprios braços e conversarmos com nossas neuras, nossas dúvidas? Sugiro até que ofereçamos aos nossos medos um gole dessa mágica bebida e os chamemos para nos fazer companhia. E  só então quando conseguirmos esvaziar todas essas preocupações, crenças limitantes, raivas, tristezas, estaremos prontas para fazermos o melhor plantio na Lua Nova, com os melhores projetos e teremos, assim,  a melhor colheita na Lua Cheia. 

Texto e Foto: Ângela Santos, libriana, com lua em Gêmeos e Ascendente em Áries. Delegada de Polícia no Distrito Federal há 19 anos, Gineterapeuta, Moon Mother, Terapeuta em Barra de Access, Benzedeira, Erveira, Cartomante, Facilitadora de Círculo de Mulheres na empresa Clã Filhas do Vento, Mãe de três filhos.

domingo, 4 de março de 2018

SER NATURISTA PRA MIM É...

Ser naturista, pra mim, sempre foi muito mais do que eu me despir das roupas têxteis. 
Ser naturista, pra mim, é poder ser eu de verdade, é mostrar o meu Jeito Ângela de Ser e acolher o Jeito Peculiar de Ser de cada um como indivíduo, sabendo que somos uma parte do Todo e que, como no arcano O Mundo, ao nos darmos as mãos, convivendo com e respeitando as diferenças, seremos o Todo e viveremos a plenitude.
Ser naturista, pra mim, é desnecessário eu me despir das roupas têxteis, caso eu não me sinta confortável para isso.
Ser naturista, pra mim, é eu não permitir nunca, mas nunca mesmo, que a minha Alma fique encoberta de medos, preconceitos, amarras e limitações. Ser naturista, pra mim, necessário se faz eu estar conectada plenamente com o Grande Mistério, com a Grande Mãe Natureza e com tudo o que se move que, já disse Djavan, é sagrado.
Ser naturista, pra mim, é reconhecer que no meu ser habita o feminino e o masculino e que ambos são sagrados, que precisam estar curados para que eu sinta a minha energia sexual fluir pelo meu corpo e que eu possa e mereça trocá-la com outro ser a fim de nos tornarmos únicos em plena conexão com a divindade.
Texto e foto: Ângela Santos


Ângela Santos, libriana, com lua em Gêmeos e Ascendente em Áries. Delegada de Polícia no Distrito Federal há 19 anos, Gineterapeuta, Moon Mother, Terapeuta em Barra de Access, Benzedeira, Erveira, Cartomante, Facilitadora de Círculo de Mulheres na empresa Clã Filhas do Vento, Mãe de três filhos.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

DE MÁS INTENÇÕES O CÉU ESTÁ CHEIO

Em dezembro próximo passado, eu deliberadamente, resolvi fazer um teste com meus amigos, em especial aqueles que, diariamente, passam-me mensagens de otimismo, sempre creditando seus desejos ao deus no qual acreditam e até com certo conteúdo de conversão. Era o dia 03 de dezembro, dia de Yansã ou de Santa Bárbara, no sincretismo brasileiro, minha deusa-mãe arquetípica, então enviei aos meus amigos uma foto poderosíssima de Oyá cavalgando um búfalo, seu animal de poder, escrevi a oração de devoção a ela e dei um salve à minha Grande Mãe. Qual não foi a minha surpresa: só uma pessoa retribuiu a mensagem agradecendo-me. Qual foi a minha surpresa: esta mensagem foi-me enviada por um amigo padre, o Padre Katê - o único que se dignou a dizer: muito obrigado! Esse fato pôs-me a refletir. Recebia diariamente mensagens de otimismo e de amor, seja parte de uma pregação, sejam cânticos, seja divulgação de um trabalho caridoso e estas inúmeras mensagens vêm de pessoas de variadas religiões com a mesma intenção. Mas o padre foi o único que compreendeu o amor, a minha intenção em doar o que eu tinha de melhor: a fé na minha Deusa!
Esse meu amigo nunca me julgou, criticou ou tentou me dissuadir da minha fé, por mais diferente e distante que fosse da dele. Pelo contrário, el sempre me acolheu, rezou por mim quando sofri um aborto, batizou o meu filho caçula, mesmo eu não sendo católica, sempre me abraçou quando fui às missas, mesmo sabendo que pratico outra crença. Ele sempre me deu o melhor dele e respeita a minha decisão do que seja o melhor para mim espiritualmente.
Pior do que não agradecer uma mensagem, pelo menos por reciprocidade, foi o que me aconteceu esta semana. Postei um vídeo da página Quebrando o Tabu que, de forma bem humorada, informava as dez formas de ir para o inferno dentro de passagens bíblicas, com coisas banais tais como comer camarão, usar roupas de tecidos diferentes, fazer a barba, ser gay e por aí vai.  Tive comentários hilários, marcando encontro comigo no escaldante lugar. No entanto, duas amigas foram cruéis, dizendo que o Deus delas iria me converter, que não concordava com as minhas postagens e que certamente não havia sido esse pensamento ensinado por meus pais, cristãos evangélicos.  Respondi as duas com muita amorosidade, informando da grandiosidade da diversidade, do respeito, da relatividade dos conceitos de certo e errado.
Tenho certeza de que não entendem nada sobre a diversidade religiosa, de pensamento e da liberdade de expressão. Com certeza, não foi por serem menos instruídas do que eu. Foi pelo fanatismo, por se considerarem tendo a exclusividade de Deus, que, diga-se de passagem, é dito por elas: “o meu Deus”. Ou seja, o meu, se é que têm vários deuses, não tem nenhum valor para elas. E se eu não coadunar com a mesma crença delas, sou digna de dó, por que, certamente, irei mesmo para os quintos dos infernos com meus pensamentos de igualdade, de liberdade, de amor pelo próximo, de respeito às diferenças. Então, concluí que se o inferno estiver cheio de pessoas que pensam como eu, não terei dúvida do lugar para aonde eu quero ir.


Talvez o Padre Katê seja o único dentre os meus amigos citados  que tenha, realmente, compreendido o verdadeiro significado do que o Salvador, no qual ele acredita, tenha deixado de ensinamento para a humanidade: “amar o próximo como a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas." Talvez por que ele tenha compreendido a complexidade da divindade, que é o Todo, sem frações de Deus ou Deusa, ou distinção de religiões, raças, credos, orientação sexual e religiosa. Talvez ele tenha entendido que se somos a imagem e semelhança de Deus ou Deusa, somos fagulhas da divindade e juntos formamos o Todo, que são as faces masculina e feminina da divindade em um único Ser de Inteligência Suprema.


Texto e foto:  Ângela Santos, libriana, com lua em Gêmeos e Ascendente em Áries. Delegada de Polícia no Distrito Federal há 19 anos, Gineterapeuta, Moon Mother, Terapeuta em Barra de Access, Benzedeira, Erveira, Cartomante, Facilitadora de Círculo de Mulheres na empresa Clã Filhas do Vento, Mãe de três filhos.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

CONEXÃO

Fotografia: Google Imagens



Eu sei que você está aí

Eu sinto você

Eu sinto sua curiosidade em cada palavra que você lê

Eu sinto seu sorriso malicioso quando você imagina de que sou capaz

Eu sinto você

Eu sinto você me espreitando e me seguindo

Eu sinto seus pensamentos que ficam emaranhados aos meus

Eu sinto a sua língua quente e úmida deslizar pelo meu corpo como animal lambendo 
a cria

Eu sinto o ritmo da sua ofegante respiração num compasso sincrônico com a minha

Eu estou no seu sonho que você quer que continue no próximo sonho

Eu sinto você

Eu sei que você está aí

E a única coisa que quero é sentir você.


Texto: Ângela Santos, libriana, com lua em Gêmeos e Ascendente em Áries. Delegada de Polícia no Distrito Federal há 19 anos, Gineterapeuta, Moon Mother, Terapeuta em Barra de Access, Benzedeira, Erveira, Cartomante, Facilitadora de Círculo de Mulheres na empresa Clã Filhas do Vento, Mãe de três filhos.